Força da Justiça

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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Mansplaining (o homem é quem explica)

Estamos cada vez avançando mais na identificação dos mecanismos de VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA contra a mulher, um deles é o MANSPLAINING, em outras palavras: "o homem é quem explica", caracterizado justamente por situações em que o homem insiste para que sua explicação prevaleça, anulando a de uma mulher, ainda que simplesmente repita a explicação dada anteriormente pela mulher (quando o mansplaining encontra o bropriating: apropriação, no exemplo, apropriação de ideias). Cotidianamente, o mansplaining afeta a auto-estima, prejudicando a saúde mental de mulheres vítimas desse tipo de violência. Não permita. Interfira mesmo, se testemunhar a ocorrência, com gestos simples como dizer "Foi exatamente o que ela explicou antes", "Isso, você entendeu o que ELA explicou". Abaixo, matéria do BuzzFeed com exemplos "tragicômicos":




18 histórias de mansplaining tão ridículas que chegam quase a ser engraçadas

"Ele tentou me explicar a aparência, a função e a finalidade de um sutiã push-up."
publicado 

Pedimos às mulheres do BuzzFeed Community quais foram as situações mais ridículas de mansplaining (quando homens tentam explicar algum assunto a mulheres como se elas fossem estúpidas) que elas já passaram. Essas foram algumas das respostas que recebemos:

Observação: As respostas enviadas foram editadas por questões de espaço e/ou clareza.

1. O linguista:

Uma vez um taxista tentou me convencer por quase 20 minutos que o idioma oficial do Chile era o francês.
Eu sou chilena. Nosso idioma é o espanhol.
—Pamela Cataldo, Facebook


Disney

2. O árbitro:

Um colega de trabalho tentou me explicar uma vez que as faltas não contam como strikes no beisebol. Como sou uma grande fã de beisebol, eu desmenti isso — os primeiros 2 strikes podem partir de faltas, você apenas não pode receber um strikeout devido a uma falta. Ele continuou a argumentar que estava certo, porque ele assistia beisebol desde criança e já trabalhou como técnico. A discussão só terminou quando eu finalmente mostrei a regra completa da falta de strike no meu celular.
— Kayla Savard, Facebook

3. O vendedor da Victoria's Secret:

Um ex-amigo tentou me explicar a aparência, a função e a finalidade de um sutiã push-up.
—Amanda Ross, Facebook

4. O Casanova:

Dois caras diferentes me contaram o que eu deveria fazer para chegar ao orgasmo enquanto fazíamos sexo. Um deles literalmente me disse para "treinar" durante a semana para compreender melhor o que me bloqueava – como se eu não tivesse uma boa ideia daquilo, já que aquele era MEU CORPO. Ele não se ofereceu para treinar ele mesmo ou ouviu as dicas que lhe dei. Como resolvi isso? Fazendo sexo com outras pessoas, pessoas melhores.
—Missy Hall, Facebook

5. O coelhinho da Duracell:

Um homem me mostrou como colocar pilhas em um compartimento de bateria, descrevendo exatamente como posicioná-las e como remover o plástico depois. Eu tenho 22 anos. Eu já construí um barco sozinha.
—Katie Howard, Facebook

6. O especialista em gravidez.

Estou grávida. Uma amiga me perguntou como eu estava me sentindo, e respondi que tinha enjoos matinais. Então o namorado dela entrou na conversa e disse que náuseas durante a gravidez são "simplesmente psicossomáticas". Ele também me informou que o cérebro de uma grávida utiliza um artifício para que elas recebam mais atenção e simpatia. Quanta elegância.

7. O único fã de "Breaking Bad":

Um cara entrou na loja em que trabalho com uma camiseta dos Los Pollos Hermanos. Eu tinha feito uma maratona de "Breaking Bad" na semana anterior e disse a ele que tinha gostado da camiseta. Foi quando ele suspirou profundamente, disse: “Não, acho que você não sacou. A camiseta é de uma série de TV", virou os olhos e saiu andando.

8. O advogado:

Eu estava em uma festa e um dos organizadores começou a conversar comigo. Nós estávamos falando sobre trabalho e ele começou a reclamar do estresse na área jurídica. Ele não trabalha na área nem em nada relacionado a isso. Ele nunca me perguntou o que eu fazia da vida, e seu monólogo não me deu chance para que eu contribuísse com a conversa. Eu sou formada em direito e venho exercendo a profissão há dois anos.
A festa foi organizada por um amigo meu, que é advogado, para comemorar o aniversário de outro amigo, que também é advogado. O fato de que eu também poderia ser uma advogada e, portanto, saber mais sobre a área do que ele, nunca passou por sua cabeça.
— Angelica Bailey, Facebook


HBO

9. O médico:

Eu já tive alguns ex-namorados que tentaram me explicar como usar meus métodos anticoncepcionais e como eles funcionam no meu corpo. "MEU DEUS, você não pode pular as pílulas brancas no final da cartela e começar uma nova porque pode ficar grávida!" Não mesmo, obrigada, mas estou feliz que você é um médico que sabe como prescrever e utilizar diversos métodos anticoncepcionais!
— Cori Ayers, Facebook

10. O especialista em diversidade:

Eu dou aula de diversidade e inclusão para empresas. Durante as aulas, eu menciono uma famoso caso de estudo realizado pela Harvard Business School. Em uma aula recente, um homem tentou duvidar do caso de estudo. Quando eu disse, "Então vocêestá me falando que sabe mais do que os especialistas da Harvard Business School? Você sabe mais do que os especialistas da Harvard?". Ele então começou a explicar porque eu não era qualificada para avaliar se o caso de estudo era válido ou não. MAS QUE PORRA É ESSA? Esse é o meu trabalho, eu sou uma especialista em diversidade e inclusão e sou paga para ensinar isso.
—Deanna Starnes, Facebook

11. O nerd de mentira:

Eu tenho uma pequena coleção de broches em minha mochila, incluindo um monte do Star Trek. Certo dia, após a aula, um cara veio me encher falando sobre como meus broches do Star Trek eram "errados", porque o de engenharia era vermelho e o de comando era amarelo. Ele disse que as cores "corretas" eram amarelo para engenharia e vermelho para comando. Ele continuou dando um sermão falando sobre garotas que fingem gostar de assuntos da cultura nerd antes que eu pudesse redirecionar a palavra e corrigi-lo. A Nova Geração introduziu as cores amarela para engenharia e vermelha para comando, enquanto na série original a cor vermelha era usada para engenharia/segurança, explicando minha camiseta vermelha. Quem que é o nerd de araque agora?
—Kiley Cloud, Facebook


Paramount Pictures / Via giphy.com

12. O embaixador da marca Tampax:

Eu estava explicando que precisava tomar um medicamento para reduzir a quantidade de sangue que eu perco durante a menstruação, e um cara disse: "Você não precisa de remédio para isso! Você só precisa de absorventes internos!"
Eu tentei explicar que absorventes internos não ajudavam, mas ele insistiu em me dizer que eles impediriam o sangue de sair, "como se fossem uma tampa!". Eu fiquei admirada por ele pensar que isso realmente fosse verdade. E sim, depois eu contei a ele que os absorventes internos encharcam de sangue e não previnem que a menstruação ocorra.

13. O músico.

Eu estava comprando um novo jogo de cordas de violino em uma loja de música, e o adolescente que trabalha no caixa gastou vários minutos me ensinando como trocar a corda do instrumento.
Eu sou graduada em música com habilitação em violino. Eu toco violino há 20 anos. Acho que nem preciso dizer que sei como trocar uma corda.
—Sam Rose, Facebook

14. O professor:

MINHA tese de mestrado. Ele tentou me explicar MINHA própria tese de mestrado.
—Stephanie Higgs, Facebook


Bravo / Via br.pinterest.com

15. O pai.

Eu trabalhava como analista de marketing e merchandising em um grande varejista. Nós estávamos em uma reunião da equipe discutindo se itens como absorventes deveriam ser colocados em displays promocionais nas nossas lojas ou se esses não eram os tipos de itens que ficariam bem nesses espaços. As outras mulheres e eu começamos a explicar ao resto da equipe como nós comprávamos absorventes — usando tanto a nossa própria experiência pessoal como consumidoras quanto dados de clientes de nosso banco de dados. Nós fomos então duramente repreendidas por Kyle, o chefe idiota da equipe e rei do mansplaining, dizendo: "Escuta, não é assim que as mulheres compram absorventes, entenderam? Eu sei como as mulheres compram absorventes". Ele então seguiu em frente com sua teoria sem sentido sobre como as mulheres compram absorventes enquanto todas as mulheres na sala estavam mortas por dentro.

16. O mestre-cuca:

Um aluno da escola de culinária (que ostentava um coque) me explicou com uma voz muito pretensiosa que filés são "carne de mulher", pois elas não ligariam para o sabor, apenas não queriam lidar com ossos. e são nos ossos que o sabor se encontra. Eu contei a ele que um restaurante de carnes e sushi perto de casa tinha a bisteca mais deliciosa que já comi. E então saí andando. Mas que cara de coque babaca.
—Erica Sloan, Facebook


HULU

17. O leitor maduro:

Eu fazia parte de um grupo de escritores. Havia um cara que sempre fazia tudo nas coxas — ele nunca completava a história de alguém ou fornecia uma boa avaliação sobre algo.
Eu escrevi um conto onde o personagem principal usava um revólver calibre 22. Ele me disse que os revólveres estavam "ultrapassados" e eram uma "tecnologia obsoleta", além de me falar que a história seria mais plausível se o personagem usasse uma pistola automática.
O personagem estava fazendo roleta russa.

18. O homem que explicou o mansplaining fazendo mansplaining:

Uma noite meu marido estava me contando uma história "horrível" sobre um incidente com mansplaining que ocorreu em seu trabalho. Baseado em sua descrição, eu não creio que tenha sido mansplaining. Até que uma hora ele disse, "você sabe o que é mansplaining, não sabe?" E prosseguiu dizendo a definição para mim. A ironia do momento foi deliciosa e completamente despercebida por ele.

FOX / Via giphy.com






https://www.buzzfeed.com/erinlarosa/19-historias-arrepiantes-de-mansplaining-tao-ridic?utm_term=.od5b9rPJoy#.lt9eyoXKnY








terça-feira, 10 de abril de 2018

Escuta protegida para crianças e adolescentes

Há apenas uma semana (04/04) entrou em vigor a Lei 13.431/2017, conhecida como Lei da Escuta Protegida, destinada a crianças e adolescentes vítimas de violência de forma direta ou indireta (quando são testemunhas).
O Projeto Lei é de autoria da Deputada Federal do PT, Maria do Rosário, e reforça o Sistema de Garantia de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, passo fundamental para um país em que 5 (cinco) casos de violência contra a criança e adolescente são registrados por hora, incluindo as espécies física, psicológica e sexual que, por sua vez, podem se dar por ação e por omissão. Outra forma de crueldade é ser testemunha. Quem já presenciou cenas brutais sabe o quanto marcam a memória, imaginem quando de trata do homicídio da mãe, exemplo. Para chegar a esse ponto, podemos também intuir que o repertório de imagens brutais possa ser imenso, prejudicando a saúde emocional das crianças e adolescentes. Vale lembrar que no Brasil, a cada 15 minutos uma mulher é agredida fisicamente e a cada 2 horas, uma mulher é morta. É um país feminicida e no qual enfrentamos, absurdamente, setores que desejam proibir a discussão de gênero. A violência é um fenômeno complexo e interligado com questões de g
A Lei oferta a garantia de que crianças e adolescentes sejam ouvidas por profissionais especializadas(os) - escuta especializada- e na forma de depoimento especial, ou seja, no qual haja um ambiente acolhedor que garanta privacidade e não haja qualquer contato com pessoas que sejam acusadas ou que possam exercer ameaça, constrangimento ou coação. São as/os profissionais especializadas/os que fazem as perguntas e podem se guiar pela melhor forma de entendimento para a criança e adolescente.
A lei foi aprovada justamente para evitar que crianças e adolescentes sejam revitimizadas(os), pois narrar é voltar à cena do(s) ocorrido(s), pior ainda se feito em locais destinados a adultos (e ainda para a população adulta o ambiente de fóruns não é dos mais agradáveis)e, por vezes, a mercê de perguntas insensíveis, pois, ainda que sejam afastadas pelo juízo,só de serem ouvidas podem provocar mais traumas. Exemplos: "...mas...você gostou?", "... você sabia que seu pai pode ser preso por sua causa?" e etc. Perguntas que, ao meu ver, deveriam suscitar procedimento disciplinar contra quem as fez.
Outra informação importante e que reforça o Sistema de Proteção dos Direitos Humanos, é que crianças e adolescentes poderão ter acesso às medidas protetivas a Lei Maria da Penha. 
A Lei 13.431/2017 é uma conquista, dependerá de nós mantê-la viva e avançar. Sem dúvidas, também é um conforto para o familiar que apoia a criança/adolescente saber que há mecanismos de proteção para tocar em um drama pessoal de pessoas de tão pouca idade.


Abaixo, link da lei na íntegra e de pesquisas citadas.
ESCUTA PROTEGIDA = ESCUTA ESPECIALIZADA+DEPOIMENTO PESSOAL





segunda-feira, 7 de setembro de 2015

À sombra de uma mangueira *orgânica*

Minha filha estuda em uma escola de educação *alternativa*. Mundo louco este porque quando digo *alternativa* nada mais é do que garantir à criança se apropriar do seu corpo, emergir sua criatividade, apostar na saúde com uma alimentação saudável, cantar, contar e se encantar com *estórias*, músicas. Pois é. Alternativa contra um mundo, e aí a maioria das escolas, em que a criança, desde cedinho, é obrigada a cumprimentar os outros, a ir para o colo de quem a quer, de pintar desenhos já traçados por outros, de engolir as deliciosas envenenadas recheadas e o choro também.

Só que já sabia que a alternativa a este mundo ainda é possível a poucos ou por desconhecimento ou por descrença ou por condições sócioeconômicas, raciais ou falta de atrevimento ou ou ou. O fato é que o mamão antes plantado na casa de minha avó *também lembro dos caquis... jacas...* hoje não é apenas um mamão, é mamão orgânico e não é pra qualquer um. O sonho de se aprender e ensinar na sombra de uma mangueira - salve amado Paulo Freire -  segue, embora tenha se tornado um sonho orgànico, mas tem que pagar e pagar mais, tem que procurar para quem sabe achar, tem que se atrever a negociar quando não se pode custer, entrar e ousar permancer.

Mas, como toda mãe que ama, meu desafio é pagar os preços da vida na aposta de que minha filha possa ser feliz.

Por vezes fico ranzinza, mas depois volto a acreditar que há chance para esse mundo até porque recebo olhares lindos, significativos, significantes de um par de jabuticabas orgânicas lindas demais.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Mulheres e a luta por Justiça: Violência obstétrica

Mulheres e a luta por Justiça: Violência obstétrica

Violência obstétrica


Eu vi uma mulher preparando outra pessoa... o tempo parou pra eu olhar para aquela barriga... a vida é amiga da arte... É a arte que o Sol me ensinou...
...
E a coisa mais certas de todas as coisas não vale um caminho sob o Sol...


Na rotina das quintas-feiras e sextas dos últimos dois meses atravesso a cidade para chegar ao extremo leste, divisa com Guarulhos, para fazer formação com dois grupos de mulheres, de idades variadas, experiências que ora se aproximam ora mostram a riqueza da diversidade.
 
Um trabalho como este não tem como ser apresentado a não ser com o encontro de duas palavras> força e beleza, encanto-me ao ver nelas nossa face de mulher.
 
O último encontro me tocou profundamente e particularmente, a tal ponto que hoje estou aqui a escrever, depois de um longo tempo. Perdoem-me, mas a vida me chamou por outros caminhos e ficou difícil manter essa prosa com a frequência que gostaria... e essa mesma dona vida me deu mais experiências para compartilhar em textos por aqui.
 
Entro em sala com a parceira de trabalho e olho para aquelas mulheres. Respiro fundo e lá vamos nós falar sobre gestaçao, puerpério, aproveitando o gancho do ECA *Estatuto da Criança e do Adolescente* que reconheceu o período pós-parto como fase de especial importância para a mulher e para a criança, embora tenha por objetivo minorar ou evitar as consequências do puerpério. Cá entre nós, importantíssimo esse reconhecimento do ECA, mas puerpério tem que ser vivido com apoio verdadeiro e ciente do que está sendo construído nessa fase que é ao mesmo tempo de renascimento da mulher que cuida do recém-nascido, relação de profunda mudança para ela e para a criança que, por sua vez, deixa um corpo que não é seu, mas que precisa de um tempo para entender o que aconteceu e, mesmo ao perceber gradativamente, dá sinais sobre a vida da mãe, sinais do que está bem, do que não está, formando por vezes uma relação de espelho. Então fica quase que desnecessário dizer que esta mulher precisa estar amparada, acarinhada, segura para cuidar da criança e captar estes sinais, mas não é o que ocorre.
 
Joana, durante nosso encontro, afirmou que a sensação que teve após a filha nascer foi a de  não querer vê-la, pois ficou durante horas imobilizada, seu parto foi um pesadelo e ela se sentiu torturada.
 
Caielli recebeu ocitocina sintética para acelerar o parto, sentia dores horrendas, sozinha, não permitiram que outra pessoa a acompanhasse, a não ser o pai da criança, mas ele estava em outro Estado. A equipe médica conclui que ela deve ser submetida à cesárea porque o trabalho de parto estava lento, aplicaram-lhe anestesia que não surte efeito, dizem que não podem aplicar outra, pois o bebê entraria em risco de morte. Dizem que os dois podem morrer se o parto não fosse feito naquele momento. Ela pede que façam a cirurgia e que salvem sua filha, sente cada corte e costura e a avisam que deve orar, pois não dariam 24 horas de vida para a recém-nascida que hoje tem quase dois anos. O sentimento de desespero, solidão e angústia a acompanham até hoje.
 
Flor não conseguia falar, chorava de soluçar.
 
E os relatos de trauma, dor se seguiram. O que deveria ser um momento de celebrar a vida, tornou-se para essas mulheres tortura e elas são as únicas.  Segundo a OMS, Organização Mundial de Saúde, 1 em cada 4 mulheres foi violentada durante o trabalho de parto, o que se chama de violência obstétrica. Número que pode ser bem mais elevado, uma vez que a informação sobre o que é violência obstétrica não é ainda divulgada o suficiente para que as mulheres percebam se foram vítimas ou não, acreditando muitas vezes que foram submetidas a tratamentos necessários. São vários os exemplos do que configura o tratamento desumano à gestante como o  excessivo número de exame de toques, sem a apresentação dos profissionais e explicação sobre o procedimento e o objetivo, frases depreciativas como *na hora de fazer não gritou*, *tá gritando, mas aposto que no ano que vem estará aqui de novo*, impedimento de acompanhante por escolha da parturiente, impedimento da mãe ficar com a criança logo após o nascimento e dar de mamar, aplicação de ocitocina sintética para acelerar o parto, obrigar a parturiente a ficar em determinada posição, realizar episiotomia *corte entre o ânus e a vagina* sem consentimento e sem necessidade, empurrar a barriga da gestante para que o bebê nasça e assim vai.
 
É importante denunciar para evitar a continuidade dessa tragédia que afeta mulheres, ou seja, é violência de gênero, afeta crianças, afeta a vida. Denunciar à Secretaria de Mulheres através do disque 180, ao Ministério Público Federal, ao Judiciário como tentativa de obrigar que os agressores *equipe médica e hospital* indenizem as vítimas. Tanto as Defensorias Públicas como advogados podem ingressar com a ação de danos morais.
 
É importante desabafar, tirar de si a culpa do que ocorreu porque a pergunta e *se eu tivesse feito isso ou aquilo* fica martelando na cabeça de quem sofreu a violência, é importante procurar apoio. Cresce o número de estratégias para identificar, denunciar e impedir a violência obstétrica e mais... cresce o número de centros humanizados de parto e atendimento à gestante como a CASA DE PARTO ANGELA, na zona sul de São Paulo.
 
Apoie o parto humanizado. Parir com amor. Nascer com amor. Ampare uma gestação, uma gestante. Acredite no potencial da mulher em parir e conduzir a relação com a criança. Ajude para que ela tenha, sobretudo, amparo, amor e segurança. É possível.






 
 
Saiba mais sobre violência doméstica<


http://maternar.blogfolha.uol.com.br/2014/03/12/mulheres-denunciam-violencia-obstetrica-saiba-se-voce-foi-vitima/

http://www.partodoprincipio.com.br/#!faq-violncia-obsttrica/c22qe

Sobre a CASA DE PARTO ANGELA<

http://www.casaangela.org.br/

RECOMENDADO

FILME O RENASCIMENTO DO PARTO